segunda-feira, julho 6

Palavras...


Hoje estive a pensar como seria o mundo se não houvesse lugar a diálogo? Aliás se a nossa vida fosse como os filmes do Charles Chaplin, em que simplesmente não se perde muito tempo com as palavras, dando apenas ênfase ao gestos e às atitudes. Charles Chaplin costuma dizer “que pensamos demasiadamente, sentimos muito pouco; necessitamos mais de humildade, que de máquinas; mais de bondade e ternura, que de inteligência. Sem isso, a vida torna-se violenta e tudo se perderá.”

Não poderia estar mais de acordo, e apesar de nos seus filmes não existirem os tais diálogos, existia uma compreensão global tal, que não dávamos sequer pela sua ausência.
Penso que perdemos demasiado tempo e recursos em diálogos que muitas vezes não nos levam aonde pretendemos.

É simples dizer que as palavras são intrinsecamente perdidas e insaciáveis na maioria das vezes, mas para contornar isso temos que arranjar alternativas viáveis, pelo menos de acordo com as nossas pretensões e objectivos. Obviamente que quando falo na falta de diálogo, falo num sentido figurado e remotamente pouco desejável.

Porquê as pessoas têm receio das palavras e não as sabem usar da melhor forma? Eu próprio fico tantas e tantas vezes sem palavras, desejando não ter que dizer nada, apenas pensar ou quem sabe agir. Os gestos são muito mais sinceros que a maior parte das palavras, mesmo quando estamos cientes daquilo que dizemos.

"Hoje" eu tenho a certeza que "ontem" não soube o que dizer, o que será que posso fazer para contrariar isso "amanhã"?



Placebo - Bright Lights


"Cast your mind back to the days,
When I pretend' I was OK.
I had so very much to say,
About my crazy livin'.
Now that I've stared into the void,
So many people, I've annoyed.
I have to find a middle way,
A better way of livin'.

So I haven't given up,
That all my choices, my good luck...
Appear to go and get me stuck,
In an open prison.
Now I am tryin' to break free,
In a state of empathy.
Find the true and enemy,
Eradicate this prison.

No-one take it away from me,
And no-one can tear it apart.
'Cause a heart that hurts,
Is a heart that works.
A heart that hurts,
Is a heart that works.

A heart that hurts,
Is a heart that works.
No-one take it away from me,
No-one can tear it apart.
Maybe ' an elaborate fantasy,
But it's the perfect place place to start.

'Cause a heart that hurts,
Is a heart that works.
A heart that hurts,
Is a heart that... works".

4 comentários:

purpurinaz disse...

Umas das minhas preferidas deste cd!

Quanto as palavras pa... raio parta quem as inventou!
palavra... algo que é perfeitamente manipulável e vazio de conteudo... só de pensar nisso fico irritada.

Se não soubeste o que dizer no passado, ora... relembro-te que a comunicação é muito mais que meras e "pequenas" palavras!

purpurinaz disse...

pa... acabei de chegar de uma discussão... :s

la esta... palavras

Anónimo disse...

Também eu "ontem" não soube o que dizer.
Na verdade ainda não sei. Nem se será correcto dizer algo. Algum dia...

GABRIELA disse...

Bondade e ternura, claro que sim! Mas a inteligencia é... fascinante! Gosto do dom da palavra. Seduzem-me as pessoas que se exprimem bem. Ficar sem palavras só pode significar embaraço ou extase! Os gestos serão mais sinceros? Não sei o que se "mascara" melhor, se o discurso se a postura corporal. Uma coisa é certa: o gesto associado à palavra... é... ok, vou ter de pôr a tocar novamente o Break the Silence dos Depeche Mode...