domingo, março 23

"Control"...

Filme de uma banda sonora urbana




"Negro!"
"Austero!
"Convulsivo!"
"Hermético!"
"Cinzas!"

Este filme, aplaudido de pé em Cannes, retrata a ascensão e queda do génio Ian Curtis, mítico vocalista dos Joy Division. O realizador holandês Antoin Corbijn de 52 anos, ainda a dar os primeiros passos no cinema, já tinha relizado alguns dos vídeos dos Depeche Mode ou U2. Por outro lado, é um conhecido fotógrafo.

Corbijn afirmou que «não queria fazer um filme relacionado com a música porque me parecia previsível demais». «Mas também fui consciente da importância que as décadas de 60 e 80 tiveram na minha vida, e este filme é uma forma de encerrar esse círculo», concluiu.
Corbijn tentou mostrar essencialmente o sofrimento e a solidão de Curtis, que se suicidou em 1980 com apenas 23 anos. Diz-se que terá morrido depois de ver Stroszek, do realizador alemão Werner Herzog, e ao som de Iggy Pop. Escreveu uma frase simples: «Já não aguento mais». Depois, atou uma corda à volta do pescoço e deixou mulher e filha.

Ian sofria de epilepsia, e esta doença influenciou de diferentes formas a sua vida. Para além das nítidas emoções transmitidas pela sua lírica, ainda consumia grandes quantidades de medicamentos e mutilava o próprio corpo para poder sentir a dor. Esse sentimento que o acompanha até ao último dos seus dias.

O realizador escolheu o actor Sam Riley para encarnar Ian Curtis. Sam trabalhava numa loja de estampar t-shirts em Leeds quando foi contactado.
O actor tinha já experiência no mundo pós-punk britânico, protagonizando Mark E. Smith, dos The Fall, em 24 Party People (Michael Winterbottom, 2002).

Samantha Morton faz de mulher de Curtis. Representa o triângulo amoroso entre o músico, a esposa e uma namorada belga que conheceu em digressão.

Quanto à opinião dos outros elementos banda, agora New Order,
Corbjin assegurou que a reacção foi positiva: «eles raramente concordam nalguma coisa, mas todos adoraram o filme».

Aqui fica o trailler, para aqueles que não viram ainda o filme...






A banda que marcou gerações...Joy Division




Ian Curtis tinha um raro poder visionário. As suas letras e as suas actuações com os Joy Division, transmitiam diversas emoções, muitas vezes desesperadas e raivosas.
Eram quatro os elementos dos Joy Division: Ian Curtis, Bernard Summer, Stephen Morris e Peter Hook.
Ian era aquele que influenciava os quatro e os conduzia para territórios mais além.
Rápidamente nos esquecemos, uma vez que Manchester agora é uma cidade de renome musical internacional, que como os Joy Division estavam isolados na altura. Nesta altura, o meio de comunicação principal resumia-se à impressa que escrevia sobre música semanalmente. Sobreviveram através de muito sacrifício, trabalho e persistência. Durante os últimos seis meses de vida da banda, nascem os meios de comunicação dedicados à juventude. Aproveitando programas de actuações ao vivo, como Something Else, os Joy Division partem para uma actuação inesquecível de "She's Lost Control".

Não sendo uma banda punk, inspiravam-se no espírito e essência das mesmas. Entravam no inconsciente colectivo através da pop music. Os Joy Division não se limitavam a dar concertos. Conseguiam muito mais do que isso. Chegavam aonde outros não conseguiam.

Deborah Curtis foi a última pessoa a ver o marido com vida. Sempre apoiou o marido, mas foi sempre deixada para trás. Há situações arrepiantes na história do casal, como aquela em que na época em que Deborah estava grávida vai a um concerto dos Joy Division, e é impedida de entrar por alguém relacionado com a banda, que não a considera, naquele estado, suficientemente atraente para se juntar à banda. Começaram asssim as pequenas crueldades do mundo do espectáculo.


Com as exigência dos espectáculos, a doença de Ian, a epilepsia, ia-se agravando. As suas performances ao vivo, com braços agitados e dança frenética, espelhavam os ataques epilépticos que tinha em casa e que só os familiares assistiam. Cruelmente, ou não, as pessoas admiravam em Ian Curtis aquilo que o estava a conduzir à destruição.



Ficará para sempre a indiferença, o habitual cigarro, a cor preta, o corpo convulsivo, a voz inconfundível e enigmática...




Ian Kevin Curtis (15 de julho de 1956 — 18 de maio de 1980)




3 comentários:

Anacris disse...

Palavras para quê? Uma banda pós-punk que marcou e continua a marcar gerações..E tudo começou onde? Num concerto de Sex Pistols!Fim trágico o do jovem Ian, contudo deixou um grande legado: a sua música!
O filme/biografia retrata a vida angustiante do vocalista dos Joy Division.Esta simplesmente FANTÁSTICO :)

scorpia disse...

Alô!!
Não sabia que fazias parte da blogosfera! :))

Mais um blog de enriquecimento musical! Viva!

Quanto ao filme, batam-se porque ainda não consegui ver...:(((

Beijinhos grandes da Samanta Raposa!!
Looooooooool

Diogo disse...

............
"""Joy Division"""
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨